quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Comida Mineira!!!

Hummm!!!

Não precisa nem falar que a comida mineira é a grande rainha da culinária brasileira.

Pratos salgados, compotas, queijos, bolos, docinhos, carnes, cachaças, etc...

Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que comi torresmo. Não só comi como acompanhei a preparação.

Estava em Londrina, em viagem de férias. Acho que tinha uns 19 ou 20 anos. A primeira viagem que fiz com o namorado que veio a se tornar o meu fiel amigo e companheiro de vida.

Fomos à Londrina com um único objetivo, passear, visitar alguns parentes e com certeza aproveitar a estadia de graça. A desculpa foi a de visitar tios e primos do meu marido, mas no fundo  queríamos mesmo dar uma saída do Rio de Janeiro sem gastar muito. Coisa de jovem sem dinheiro no bolso.

Bem, meu marido é mineiro de pai e de mãe e lá em Londrina estava parte deste braço mineiro da família.

Lembro me como se fosse ontem quando chegamos na casa de uma tia dele e no quintal tinha uma espécie de cozinha ao ar livre, coberta apenas por telhado. Fogão à gaz, fogão à lenha, churrasqueira, pia e tudo mais. Tudo muito simples, rústico mesmo, mas uma graça. Ambiente caprichado, cortininha de florzinha em baixo da pia, panelas de cobre bem ariadas na parede, colheres de pau penduradas, cachorro dormindo perto da mesa. Esta descrição já deu pra sentir o clima do lugar, né!

A tia como era de se esperar, era baixinha, peituda e faladeira. Contava muitos "causos" enquanto mexia o panelão no fogão.  E o panelão era enorme. Era de alumínio. Achei estranho, pois mineiro gosta muito de panela de barro.

Foi quando me aproximei, olhei para dentro do panelão e como carioca, que na época não tinha qualquer intimidade com a culinária mineira, disse, com ar apreensivo:

O que é isso?

O constrangimento foi geral. Como alguém não sabia o que era torresmo?

Bem, eu não sabia. Vi aquela gordura toda que derretia, com aqueles cubinhos que iam fritando e girando naquele panelão. Devo confessar que não é a melhor visão da preparação de um alimento.

Quando todos perceberam que para mim aquilo era uma novidade...

Pronto! Me lasquei!

Todos começaram a tirar sarro de mim. E, quando ficou pronto, provei, comi, comi...

Hummm!!!

Muito bom. Sequinho e saboroso! Boas lembranças tenho daquele dia.

Pois bem, lembrei deste dia porque quis postar hoje outra delícia mineira que preciso aprender a fazer.

Amo, adoro aquela broinha de fubá de canjica, molinha, uma delícia.

Enquanto não aprendo, fico com esta da foto! Se você tem Hortifruti perto da sua casa, aproveite e vá experimentar.

Segue após a foto a receita que tirei do livro da Dona Lucinha (História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha - Ed. Larousse). Aliás, recomendo a leitura. Não só pelas receitas, mas pelo conteúdo histórico. Vale à pena!!!

Quando fizer as minhas broinhas, postarei as fotos!!!




Receita 

Broa de Fubá de Canjica

11 colheres das de mesa de fubá de canjica
1/4 de litro de leite
5 ovos
3 colheres das de mesa de açúcar
1/2 xícara das de chá de gordura derretida
Uma pitada de sal


Em uma gamela, colocar os ovos, o açúcar e a gordura e bater bem com colher de pau.Acrescentar os outros ingredientes e misturar. Pode ser necessário acrescentar um pouco mais de fubá, caso a massa fique mole. Para saber, enrole a primeira broa. Para tal, untar e polvilhar uma tigela com fubá de canjica e retirar o excesso. Em seguida usar uma colher para retirar uma porção da massa, de acordo com o tamanho que desejar fazer a broa. Com a ajuda dos dedos, faça soltar a massa sobre a tigela; dar uma rodada para moldá-la e colocar no tabuleiro. Levar ao forno quente para assar, por cerca de quarenta minutos, tendo o cuidado de reduzir o forno depois da broa crescida, para deixá-la secar.

Obs: procurei por outras fontes desta  receitas e encontrei em substituição à gordura  01 copo americano de óleo. 


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Onde começa o prazer pela alimentação?

O primeiro contato do bebê com o mundo é através do calor e da presença materna.

Quando possível, é com a mãe  que inicialmente é a provedora de afeto e afago, que também o bebê se delicia e se sacia.

O leite materno não é só alimento. É no ato de mamar que o bebê começa  a associar o prazer de estar saciado com o prazer de receber carinho, de se sentir tranquilo e aconchegado.

É dessa forma que começamos a relacionar o ato da alimentação com boas sensações e sentimentos.

Daí por diante, após o período do aleitamento materno,  a mãe, avó, o pai, a babá e etc, passam a interferir e a fazer parte do que chamo de "memória alimentar".

Esta "memória alimentar" carregamos conosco pela vida inteira. Com o passar do tempo ela vai passando lentamente  da "memória viva"   para o subconsciente. E sem perceber, às vezes,  resgatamos esta "memória viva", que já não parecia tão viva assim, quando sentimos  por exemplo, aquele cheiro de doce que lembra um acontecimento, um momento, a casa da vó, o carinho que ela tinha por você....

Esta é a magia da alimentação para os seres humanos!!!
Unir alimentação com prazer, com sensações e sentimentos!









Saladinha básica renovada!!!

Quer dar um charme para aquela saladinha básica de tomate, pepino e alface?

Faça uma base com folhas de alface americana cortadas grosseiramente com as mãos.
Corte os tomates, de preferência bem maduros.
Rale o pepino em tiras fininhas. O formato diferente fica bem legal.
Pique tirinhas finas de cebola roxa.
Pique um pouco de nozes.
Dica: Costumo guardar as nozes no freezer, assim não perdem o frescor.
Esfarele um pouco de gorgonzola.
Pronto!
Está transformada a saladinha básica!!!


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cozinha é emoção!!



Só sei cozinhar com amor, com calma. Preciso de tempo e dedicação para perceber o toque de um tempero, a quantidade de sal, a erva certa. E este tempo pode ser 5 minutos. Mas,  tenho que estar voltada só para aquilo. 

Cozinhar com pressa é para aqueles que não entendem o que é cozinhar. 

Cozinhar com muita gente em volta falando e dando palpite também é uma droga. 

Outra coisa que me irrita é ir cozinhar na cozinha de outra pessoa. Sei lá! Acho que já tenho uma relação afetiva com as minhas facas, tábuas, panelas, descascadores de legumes,cortadores, peneiras, fuê, bacias e etc. 

 Hoje à noite fui a um jantar na casa de conhecidos. 

Cozinha bagunçada, sem ordem, faca cega, tábua de madeira. Realmente, não dá! 

 Ai como é bom chegar em casa e saber que a minha cozinha me espera!!!!

Damasco com recheio de gorgonzola.

Damasco  recheado com gorgonzola e gergelim.

Ingredientes:





Misture com um garfo o queijo com a cerveja.
Tome cuidado para que a pasta não fique rala.



 Recheie os damascos e passe a borda no gergelim.
Estes foram para a festa de ano novo na casa da sogra, por isso a arrumação final ficou sem foto.


Sirva em uma travessa rasa de vidro redonda em movimento de caracol.

Fica Lindo!



Canapé refrescante.


Tomatinho Cereja recheados com Queijo de Cabra e Molho Pesto de Manjericão.

Chiquérrimo, fácil de fazer e uma delícia...


Queijo de Cabra(Boursin)
ref.:http://rafagastro.wordpress.com


Macarrão também se come sem molho de tomates!!!

Molho Pesto! Fácil e Maravilhoso.
Viva o manjericão!


Receita: Molho Pesto.

4 dentes de alho

1 xíc. de chá de folhas de manjericão
3 colheres de chá de pinoli ou nozes sem casca (a casca dá um sabor amargo)
1/2 xíc. de chá de azeite extra virgem
Pimenta do reino a gosto (opcional)
100g de queijo pecorino ou parmesão ralado
1 pitada de sal, após misturar o queijo. (Prove e avalie a  real necessidade de sal, antes de adicioná-lo)

Bata tudo no liquidificador ou mixer. 


Pão árabe-judaico!!!



Achei na minha máquina fotográfica mais uma aventura culinária. 


Onde judeus e árabes se encontram!!! 

Massa de chalá (pão de origem judaica assado em forma de trança), porém assado como pão árabe, esticadinho na pedra sabão (mineira)!!!
Com uma pitada italiana: sal grosso, alecrim ou orégano, queijo parmesão (de 1ª linha) e azeite extra virgem.

Ficou ótimo!!


Com queijinhos (Brie, camembert, emental) e um bom vinho, hummm!!! 
Agora já tá ficando francesa!!!
Não precisa mais nada!!!
Nossa quase dei a volta ao mundo numa receita só!




Tudo por uma boa mesa!!!

Olá!

Me chamo Flávia e adoro cozinha!

Adoro sabores, texturas, combinações e tudo que possa me surpreender.

Tudo que aprendi a gostar em termos de alimentação, boa culinária, apresentação e a devida dedicação com encontros de família devo à minha mãe, minha avó materna e a minha irmã do meio, já que sou a mais nova de três.
Minha avó me introduziu na ciência de uma boa massa de pão. Aquela básica  (massa de chalá*) que depois de um tempo não precisa mais de receita e  a gente passa a criar e a inventar em cima dela. Com minha mãe, aprendi como receber bem em casa com apenas um garçom e uma cozinheira. Quando falo em receber bem, faço referência  a toalhas de mesa impecáveis, às flores, aos talheres brilhando, às saladas bem decoradas, ao cheirinho gostoso que viaja pelo elevador recepcionando os convidados, a boa música, às crianças correndo e fazendo algazarra, ao bom vinho que no calor do Rio de Janeiro, merece estar sempre um pouquinho mais gelado. Aprendi com a minha mãe a organizar um belo jantar, com entrada, prato principal, acompanhamentos, sobremesas e bebidas. A ter tudo pronto e engatilhado na hora de servir. Por que numa festa a dona da casa não pode ficar na cozinha. Com minha irmã do meio aprendi que a culinária refinada, chique, tem seu lugar. Não é para todos, mas sim  para todos que a admiram e a valorizam. Com ela aprendi também que ser chique e refinada,  é Ser, sem mostrar que é, entende? Tudo na simplicidade, porém com refinamento. Assim o convidado fica à vontade, se este não for o estilo dele. E convidado à vontade é pessoa que fica livre para apreciar o que há de bom no jantar ou almoço, sem se sentir constrangido.

Ah, não posso esquecer que quando era adolescente Ana Maria e Seu Benjamin Abraão fizeram parte da minha vida. Sim, esta mesma do Mais Você. Na época do Note e Anote, onde o programa era só culinária!

Foi uma época de iniciação que guardo na memória com muito carinho.

Frequentava muito também o programa do Luiz Cintra e hoje me divirto muito com Olivier e Oliver!! Rsrsrs!!

Acredito que a comida deva transmitir a sua origem. Ela tem que ter cara! Deve ser algo que te remeta a uma cultura, a um estilo, a uma viagem pelo mundo.

Bem colegas de colher e de sabores, aqui  postarei sempre comidinhas gostosas e que valerão à pena!!

Até a próxima!!!

*Pão de origem judaica em formato de traça.